quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vindo de alguém para algo além...


Dançar...
Expressar...
Amar...



Dançar porque não podemos ficar parados diante à melodia que a vida nos toca, não podemos permanecer inertes aos momentos que temos em volta, não podemos mais nos deter, porque em quaisquer cantos da vida, é proibido estacionar...





 Expressar, talvez sim, a parte mais difícil. A que nos comove, a que nos deixa sem o que falar ou fazer, a que nos inibe por alguns breves segundos, até mesmo horas a fio. Mas é a que nos deixa a sensação mais egoísta de nosso íntimo, o de dever cumprido quando a temos sobe domínio...





Amar então, sentimento definido por: “ninguém sabe o que é”.
Indiscutível, impenetrável por estranhos, entendido como algo bom de se viver e de se ter, sem explicação real, apenas sentido e nada mais [...]







Três palavras aleatórias, talvez sem um rumo em comum ou talvez com uma semelhança inexplicavelmente extasiante, não sei.
Mas entre elas encontro um conjunto que me deixa excitado, pois eu danço para poder me expressar e expresso aquilo que eu amo...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Desconexão e a Falta de Rimas


 
Talvez, tudo que eu preciso...
Um pouco de frio, um copo com água;
O sol da manhã, a sombra da tarde;
Aquela roupa, tirar toda a roupa;

Talvez, tudo que eu preciso...
Caminhar na grama, usar social;
Sintonizar uma rádio, desligar a tv;
Perder o foco, me focar em tudo.

Mas talvez, tudo que eu preciso...
Gritar bem alto, calar o mundo;
Manter os pés no chão, voar bem alto;
E com certeza: desejar não precisar de mais nada.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Último Desejo

Ela veio até mim naquela madrugada fria e sombria. Eu estava apenas caminhando no parque como fazia quase todos os dias. Ela não se importou em saber meu nome; quem eu era ou talvez já o soubesse mas simplesmente não tinha importância para ela.
Eu tinha apenas 17 anos e sentia a vida se esvaindo de mim, eu empalidecia, porém, desejava-a como nunca desejei nada em toda minha vida. Eu a queria em mim, ansiava por seu corpo, mesmo tendo consciência de qual era o propósito daquilo e no que iria terminar. Ela, num ritual grotesco, mas prazeiroso, se deliciava com meu sangue.
Por um momento pensei se eu seria o único que tinha aquele desejo ou se todas suas vítimas gozavam pelo mesmo destino.
- Vampira! - Minha vida iria acabar nas mãos de uma linda e sedutora Vampira.
Meu último desejo era ao menos saber seu nome, sua história. Mas nenhuma palavra foi proferida de seus lábios carnudos e escarlates com meu sangue.
E eu, num último suspiro, sorri em meio à dor e ao prazer da morte.

domingo, 18 de abril de 2010

Colecionador de Memórias

Não me lembro de nada antes dos meus cinco anos de idade, até acho que me lembro, mas não são minhas tais memórias, são de pessoas que conviveram comigo e que sempre me contaram. Acabei tomando como minhas.
Não sei o motivo deste texto, talves nem exista ou talves eu descubra num outro tempo, mas também fica para a memória.

O fato é que hoje ainda possuo a dádiva de poder me lembrar quase tudo que vivencio. Amanhã eu já não sei se conseguirei, mas enquanto me for possível tal proeza, guardarei elas e as manterei protegidas, porém, de fácil acesso para quando me for preciso relembrá-las.

Podemos dividir as memórias em dois atos antagônicos: o da Felicidade e o da Infelicidade...
Onde nenhuma Felicidade por nenhum motivo dura para sempre, são momentos ao qual passamos que desejamos que dure para sempre no instante que passa, mas em contrapartida, inconscientemente queremos que passe, porque queremos compartilhar a "informação" vivenciada com quem temos confiança e amizade. É esse o papel e o final de toda felicidade: armazenar cada detalhe na mente para poder contar mais tarde e ficar em várias memórias.
Não obstante, também possuímos também memórias que nos arremetem à Infelicidade. Essas queremos esquecer ou então guarda-las apenas conosco. mas até para essas lembranças, há uma contrapartida, - ahh, sempre há - porque é dividindo essas memórias com os que temos apreço, é relembrando-as que ficamos aptos para seguir em frente, é compartilhando-as que acumulamos experiências e aprendemos como agir diante de novos osbtáculos.

Mas... o que fazer com tais memórias?
Taí, uma pergunta inútil, quase sem resposta ou com uma resposta muito óbvia se preferirem: muitas coisas ou talvez coisa nenhuma...
... De uma coisa tenho certeza, o que não dá é viver sem tê-las.

domingo, 28 de março de 2010

Eita, que este blog ta quase entregue pras traças O_O
*limpa as teias* ririaiririiairiir
Bem, eu nunca disse que seria um blog com milhões de textos todos os dias rs

Então pra manter aqui atualizado... vou usar de Bukowski pq estou sem criatividade 8DDD
Alias, é praticamente um texto-tema do blog UHSAHSAHU


"Tudo o que era mau atraía-me:
gostava de beber, era preguiçoso, não defendia nenhum deus, nenhuma, opinião política, nenhuma ideia, nenhum ideal. Eu estava instalado no vazio, na inexistência, e aceitava isso. Tudo isso fazia de mim uma pessoa desinteressante. Mas eu não queria ser interessante, era muito difícil." ~ Charles

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ao que nos enche de esperança...

As cartas que nunca chegaram, resolvem aparecer no correio onde não há nenhuma casa, as palavras nunca ditas antes, hoje soam um canto gregoriano sob um nascer do sol que ainda é escondido pelas montanhas, as promessas não cumpridas são agora pronunciadas com um tom de verdade que é abafado pela realidade, os sonhos não realizados, ganham novos personagens e paisagens que logo são trocados por pesadelos...

A dúvida, ela é o que permanece de mais certo que possuímos, nos deixa então confusos. Lidar com o que conhecemos é mais facil... saber o que esperar, quando esperar e também quando não esperar nada.
Mas quando fogem desses padrões ao qual deixamos nos acostumar e nos apegar para nos proteger de tudo que não seja aquele velho hábito, nos faz perder o sono, nos faz criar novamente aquela velha esperança que juramos nao voltar a ter jamais.

Então, nos deixamos novamente envolver no embalo da dança. Porém não somos mais quem a conduzimos. Somos guiados, sabemos apenas que estamos nos movimentando, mas nem pra onde ou o porque. Tentamos abrir os olhos, mas o salão está escuro.

Desconfiança é o que aparece então. Mas não conseguimos dar força para que ela se rebele e consigamos escapar, porque no fundo ainda queremos continuar na dúvida, na esperança e no escuro. Porque finalmente as cartas estão chegando... as palavras estão sendo ditas, as promessas cumpridas e os sonhos parecem quererem se tornar realidade!

Mas, até quando?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Túnel


Todos sabemos o quanto é exaustivo trilhar o túnel da vida. É decepcionante e até mesmo tedioso quando parece que já estivemos ali antes e que não foi gratificante o quanto desejávamos que tivesse sido...
As vezes é como se chegássemos ao fim do túnel, com luz ou sem luz, o fato é que percebemos que o túnel acabou.
Quando apenas estamos atravessando, a cada novidade, desgostos, erros, tropeções - ou até mesmo momentos memoráveis, porque não!? - o que mais nos perguntamos é: "o que vem agora?" ... Mas quando chegamos ao fim, essa pergunta se transforma numa outra que soa sombria, sem vida, duvidosa, deprimente até. Nos perguntamos: "como continuar agora?". Porque ficamos sem rumo, sem espaço, sem aquele Norte para localizarmos e seguir em frente. Ficamos com medo de ter sido o máximo que conseguiríamos, e que aquele é realmente o fim de tudo.
Mas se pararmos pra analizar toda a caminhada até o momento, tudo o que construímos ou destruímos, veremos que sobrou uma peça, uma peça que não tem importância, que não fez falta... que não iremos dar valor. Mas é sempre com esta peça que construiremos o novo caminho a trilhar. Porque nos preocupamos muito em achar "a luz no final do túnel", - pensamos que trilhamos apenas um em toda nossa vida, mas se fosse assim, eu acreditaria no destino, que não podemos mudar o que já foi dado a nós lá no ínicio - mas como eu não acredito na pré-determinação... é em construir os novos túneis que temos que nos focarmos, construi-los com que já temos ou sobrou do anterior e com o que queremos que o novo se torne. E quando tivermos ele pronto, poderemos voltar à velha e nostálgica pergunta que nos faz querer continuar, que nos move; a clichê: "o que vem agora?"