Não me lembro de nada antes dos meus cinco anos de idade, até acho que me lembro, mas não são minhas tais memórias, são de pessoas que conviveram comigo e que sempre me contaram. Acabei tomando como minhas.
Não sei o motivo deste texto, talves nem exista ou talves eu descubra num outro tempo, mas também fica para a memória.
O fato é que hoje ainda possuo a dádiva de poder me lembrar quase tudo que vivencio. Amanhã eu já não sei se conseguirei, mas enquanto me for possível tal proeza, guardarei elas e as manterei protegidas, porém, de fácil acesso para quando me for preciso relembrá-las.
Podemos dividir as memórias em dois atos antagônicos: o da Felicidade e o da Infelicidade...
Onde nenhuma Felicidade por nenhum motivo dura para sempre, são momentos ao qual passamos que desejamos que dure para sempre no instante que passa, mas em contrapartida, inconscientemente queremos que passe, porque queremos compartilhar a "informação" vivenciada com quem temos confiança e amizade. É esse o papel e o final de toda felicidade: armazenar cada detalhe na mente para poder contar mais tarde e ficar em várias memórias.
Não obstante, também possuímos também memórias que nos arremetem à Infelicidade. Essas queremos esquecer ou então guarda-las apenas conosco. mas até para essas lembranças, há uma contrapartida, - ahh, sempre há - porque é dividindo essas memórias com os que temos apreço, é relembrando-as que ficamos aptos para seguir em frente, é compartilhando-as que acumulamos experiências e aprendemos como agir diante de novos osbtáculos.
Mas... o que fazer com tais memórias?

Taí, uma pergunta inútil, quase sem resposta ou com uma resposta muito óbvia se preferirem: muitas coisas ou talvez coisa nenhuma...
... De uma coisa tenho certeza, o que não dá é viver sem tê-las.